quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Outubro






Algo em mim sempre busca os lugares mais escuros,
reconditos lodosos repletos de bruma espessa e rastejante.
 A parte de todos que amo e odeio minh'alma dissona flanando distante.


Se me censuras pelo aparente desinteresse
  em mil conchas me tranco, é que não sabes amor que vivo
a devorar-te toda sombra e todo pranto.


Aí de mim que sou assim,
à tudo demonstro apego.
Devia olhar mais fundo e prolixar o zelo,
pois sei,sou o elo fraco da corrente e essa sede de serpentear não cessa,
traz então meu Davi que de longe fica a brandir a funda.


A vós que melhores que eu,não passam de ânforas vazias
 e vinhos vagabundos, se tens coragem então atirem longe as máscaras e revelem as fuças pro mundo.


Aí de mim que desejo sempre tudo,
que me inflamam as coisas pequenas;
  não fosse tão humana,lasciva e fiel amante das coisas terrenas estaria eu perdida no paraíso,
            imunda mundana,tão pequena. 


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